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domingo, 30 de janeiro de 2011

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Na confusão dos dias
No desespero das horas
Nas manhãs vazias
Ou quando alguem vai embora

Na vaga ilusão
No medo de sonhar
No anseio do coração
Ou onde você vai estar

Não se ve o dia passar
Mal se nota se há sol ou não
E não ha vontade de continuar
No frio nevasco dessa solidão

A noite se torna amiga
De um anseio louco de morrer
De uma vontade ativa.
Um lápso estranho me faz escrever

Não se sabe de onde vem
Não se imagina para onde vai
Mas um desejo carnal contem
E seu próprio coração o trai

Perdido sem rumo ou direção
Num caminho que só me fez sangrar
Esperando alguma solução
Que me livre desse medo de amar

Ao final, como um castigo
Um vazio invade meu coração
E o medo, como um amigo
Me livra de qualquer ilusão

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